JARDIM INTERNO
GUIA PARA O ACESSO AOS ITENS DA COLEÇÃO: https://emaklabin.org.br/explore/ambiente/jardim-interno/
Como as paisagens habitam o interior dos nossos corpos?
PROPOSTA
1. Observe as possíveis imagens internas, memórias, sensações ou associações que possam surgir a partir do encontro entre a imagem-convite e o espaço experimentado. Talvez você não tenha acesso a ele. Ainda assim, como pode se relacionar com ele?
2. Registre tudo o que achar relevante: pode ser através da escrita, do desenho, da fotografia de um detalhe. Você cria as suas regras.
3. Inclua sua imagem na composição. Explore espelhos, reflexos, sombras e outras possibilidades presentes no espaço. Se desejar, peça auxílio aos seus companheiros de viagem, lembrando que é você quem conduz a construção do seu autorretrato fotográfico.
4. Permita-se experimentar! E não se esqueça: cuide do museu que nos acolhe e dos espaços compartilhados durante esta atividade.
LIVRO-CONVITE
MAIS:
José de Alencar
"José de Alencar (José Martiniano de Alencar), advogado, jornalista, político, orador, romancista e teatrólogo, nasceu em Messejana (atual bairro de Fortaleza), CE, em 1º de maio de 1829, e faleceu no Rio de Janeiro, RJ, em 12 de dezembro de 1877. É o patrono da cadeira n. 23, por escolha de Machado de Assis.
A sua notoriedade começou com as Cartas sobre A Confederação dos Tamoios, publicadas em 1856, com o pseudônimo de Ig, no Diário do Rio de Janeiro, nas quais critica veementemente o poema épico de Domingos Gonçalves de Magalhães, favorito do Imperador e considerado então o chefe da literatura brasileira. Estabeleceu-se, entre ele e os amigos do poeta, apaixonada polêmica de que participou, sob pseudônimo, o próprio D. Pedro II. A crítica por ele feita ao poema denota o grau de seus estudos de teoria literária e suas concepções do que devia caracterizar a literatura brasileira, para a qual, a seu ver, era inadequado o gênero épico, incompatível à expressão dos sentimentos e anseios da gente americana e à forma de uma literatura nascente. Optou, ele próprio, pela ficção, por ser um gênero moderno e livre."
Fonte: https://www.academia.org.br/academicos/jose-de-alencar/biografia
Iracema
"O romance que construiu uma representação mítica do Brasil. Um clássico verde-amarelo em que a prosa se açucara numa poesia tropical delicada e viva.
O romance que construiu uma representação mítica do Brasil. Um clássico verde-amarelo em que a prosa se açucara numa poesia tropical delicada e viva.
Publicado em 1865, Iracema é um texto básico da cultura brasileira. Parte da trilogia indianista de José de Alencar (junto com O guarani e Ubirajara), o romance tem a multiplicidade dos clássicos: sua prosa é poética, seu tratamento da matéria é mítico, seu ar é de epopeia. Livro que durante muitos anos resumiu nas letras o ethos brasileiro, e ainda rende análises na crítica, na historiografia, nos estudos de gênero e culturais.
A história do amor de Iracema, a "virgem dos lábios de mel", com Martim, é a metáfora do encontro entre civilização e cultura autóctone. Valorizando a paisagem brasileira e construindo um passado idealizado, José de Alencar criou um mito que ainda perdura."
Fonte: https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788582850336/iracema
"Como a Sala de Jantar não tem vista para o Jardim Principal, foi criado um pátio interno, marcado pela rica vegetação e pela fonte italiana em mármore ( séc.XVIII), comprada em Roma durante a construção da casa."
Fonte: https://emaklabin.org.br/explore/pag/ambientes/
Fotografia: Sheila Oliveira
Informações e imagens com acesso limitado aos participantes da oficina "Poéticas dos Autorretratos", uma experiência artística que acontece nos dias 16 e 30 de maio de 2026, por Sheila Oliveira.