LIVRO 04 - BANHEIRO
Quarto Principal
Quarto Principal
BANHEIRO ( Quarto Principal )
Que imagens emergem na ausência do olhar do outro?
PROPOSTA
1. Observe as possíveis imagens internas, memórias, sensações ou associações que possam surgir a partir do encontro entre a imagem-convite e o espaço experimentado.
2. Registre tudo o que achar relevante: pode ser através da escrita, do desenho, da fotografia de um detalhe. Você cria as suas regras.
3. Inclua sua imagem na composição. Explore espelhos, reflexos, sombras e outras possibilidades presentes no espaço. Se desejar, peça auxílio aos seus companheiros de viagem, lembrando que é você quem conduz a construção do seu autorretrato fotográfico.
4. Permita-se experimentar! E não se esqueça: cuide do museu que nos acolhe e dos espaços compartilhados durante esta atividade.
IMAGEM-CONVITE
Matias Aires
"MATIAS AIRES (Ramos da Silva dEça, 1705-1770). Nasceu a 27 de março de 1705, em São Paulo (SP), foi o primeiro filósofo brasileiro.
Filho de José Ramos da Silva e de D. Catarina dHorta, Matias Aires foi alfabetizado por jesuítas no Pátio do Colégio, centro velho da cidade de São Paulo. Aos doze anos, mudou-se com sua família para Lisboa. Em Portugal fez o curso de humanidades no Colégio Santo Antão. Prosseguiu os estudos na Universidade de Coimbra e recebeu o grau de mestre em artes. Transferiu-se para a França e fez os cursos de direito civil e canônico, em Bayonne. Sua obra, a despeito do valor ou talvez por isso mesmo, permaneceu olvidada desde 1786 até 1921, data da 5ª edição, feita por J. Leite & Cia., como reimpressão "fac-simile" da 1 ": Reflexões sobre a vaidade dos homens ou Discursos Morais, Lisboa, 1752; 2ª ed., Lisboa, 1761; 3ª ed., Lisboa, 1778; 4ª ed., correta e aumentada com uma carta do autor sobre a fortuna, Lisboa, 1786; 5ª ed., fac-símile da 1ª, Rio de Janeiro, 1921. É escritor clássico de merecimento e um dos poucos moralistas da nossa literatura. Faleceu em Lisboa, em 1763.
Ele foi o pioneiro dos filósofos brasileiros mas nunca foi aceito. Teve seu primeiro livro publicado no Brasil em 1993, 245 anos depois. A rejeição talvez seja por sua situação econômica privilegiada.
Fonte: https://www.academiapaulistadeletras.org.br/patronos.asp?materia=137
Trechos da obra
"Com os anos não diminui em nós a vaidade, e se muda, é só de espécie.
A cada passo, que damos no discurso da vida, se nos oferece um teatro novo, composto de representações diversas, as quais sucessivamente vão sendo objetos da nossa atenção, e da nossa vaidade.
Assim como nos lugares, há também horizontes na idade, e continuamente imos deixando uns, e entrando em outros, e em todos eles a mesma vaidade, que nos cega, nos guia.
Nem sempre fomos suscetíveis das mesmas impressões; nem sempre somos sensíveis ao mesmo sentimento; sempre fomos vaidosos, mas nem sempre domina em nós o mesmo gênero de vaidade".
"Que coisa é a ciência humana, senão uma humana vaidade?
Quem nos dera que assim como há arte para saber, a houvesse também para ignorar; e que assim como há estudo, que nos ensina a lembrar, o houvesse também, que nos ensinasse a esquecer".
Fonte: https://www.academiapaulistadeletras.org.br/patronos.asp?materia=137
Patrono da Academia Paulista de Letras
Informações e imagens com acesso limitado aos participantes da oficina "Poéticas dos Autorretratos", uma experiência artística que acontece nos dias 16 e 30 de maio de 2026, por Sheila Oliveira.