PARTE DA VIDA

Olivia Niemeyer: artista convidada do mês de março de 2022  


Quando estava vasculhando os arquivos das “Fotografias Órfãs” do projeto “Acho Arquivo - Coleções de Histórias Ordinárias”, do Ateliê CASA Campinas (@ateliecasacampinas), que reúne fotografias vernaculares que a princípio seriam descartadas, a artista visual Olivia Niemeyer (@olivianiemeyer) se deparou com uma série de fotos de uma festa de aniversário de criança que, provavelmente, havia ocorrido muitos anos antes. “Me encantei pelo colorido das imagens, pelo bolo e a garrafa de Fanta sobre a mesa”, lembra ela. A partir daí, Olivia começou um processo de ressignificar aquelas imagens que, outrora, haviam preenchido gavetas repletas de memórias familiares. “Tantas lembranças jogadas fora. O que causou tudo isso? Todo esse desprendimento? A pulsação de morte, como comenta Jacques Derrida em “Mal de Arquivo”?  A necessidade de esquecer o passado para ir em frente, para poder se renovar e guardar outras lembranças?”. A partir daí, Olívia (re)fotografou as imagens, rasgou-as, reconfigurou-as, transferiu-as para madeira e criou diversas intervenções artísticas nas imagens. O resultado está nas obras que compõem a série “Parte da Vida”, que ainda tem uma continuação: uma série de imagens de vasinhos de flores no Cemitério da Saudade, em Campinas (SP). “Essa série tem os dois lados: o da celebração da vida e o da perda”, define Olivia.


Por Cintia Oliveira

Jornalista especializada em gastronomia e, há mais de uma década, colabora com diversas publicações da área | #foodjournalist | SP | Brasil


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Só voa quem se faz leve!!

Como está a vida fora dos Stories? Por aqui, nós começamos 2022 tirando o pé do chão (literalmente!) para levar nosso tão querido projeto, que tem o objetivo de ser uma plataforma de divulgação das artes visuais com foco em alimentação, para outro patamar. Já estamos prontas! Quem vem com a gente?

QUEM SOMOS 

Cintia Oliveira 

Jornalista e pós-graduada em Gastronomia: História e Cultura pelo Senac-SP. 

Trabalhou como repórter em duas das principais revistas gastronômicas do País: Go Where Gastronomia e Menu. 

Atualmente, colabora para publicações como o jornal O Estado de São Paulo.

Sheila Oliveira 

Artista visual e fotógrafa, tem mais de duas décadas de experiência em fotografia de alimentos e produtos em geral. 

Sheila, que recebeu diversos prêmios como fotógrafa de gastronomia e como artista visual, possui obras em diversas coleções públicas e particulares, como no Museu de Fotografia, em Fortaleza (CE). 

Vem apresentando seu trabalho autoral em diversas exposições individuais e coletivas dentro e fora do País. 

Atualmente, é coordenadora do estúdio Empório Fotográfico, em São Paulo, e fundadora do projeto Lab Fotossensível, que promove diversas atividades artísticas sobre alimentação.


Por Cintia Oliveira


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À Margem, de Gisele Martins

No período em que estava produzindo a série fotográfica À Margem, onde retrata a vida das comunidades ribeirinhas do Marajó (PA), a fotógrafa paulista Gisele Martins já havia vislumbrado uma narrativa que ia além de seu trabalho original, em que predominam as imagens em preto e branco. Ela aproveitou o período de quarentena para se debruçar sobre esse material - e de outras imagens captadas em suas incursões pelo sertão nordestino - em busca do colorido das casas que teve a chance de visitar. 

“Fiquei encantada pelas cores vibrantes e pelos detalhes que encontrei nas casas. Diante da falta de recursos financeiros, a improvisação se faz presente nesses ambientes domésticos, mas sem negligenciar a busca por beleza e aconchego. Algo que pode ser visto nas panelas cuidadosamente areadas, nos utensílios, nas imagens de santo penduradas nas paredes e até nos crochês que recobrem os botões do fogão”, explica Gisele. 

A partir do resgate dessas imagens, surgiu a série Interiores, que conquistou o 2° lugar na categoria Ensaios Finalistas do Paraty em Foco - Festival Internacional de Fotografia, no ano passado. 

Para ver as imagens escolhidas para a mostra virtual, acesse aqui o nosso perfil do Instagram. E a série completa está no site da fotógrafa Gisele Martins.

Imagens com todos os direitos reservados para a artista Gisele Martins.


por Cintia Oliveira



André Douek explora as formas presentes no pão do dia a dia

por Cintia Oliveira 

“O pão!

Em cada tempo, em cada templo, um sabor diferente.

Aqui pra mim, é pão seco, sem recheio, quase areia.

Camadas de ar e massa que me perco todo dia” (Sheila Oliveira) 

  Há 24 anos, o fotojornalista e professor de fotografia André Douek comanda o projeto FotoJornada, no qual organiza saídas fotográficas mensais em diversos pontos de São Paulo. Geralmente, a atividade, que é voltada tanto para profissionais quanto amadores, tem tema livre. Porém, com a pandemia, Douek teve que encontrar alternativas para manter o projeto vivo. E assim surgiu a FotoJornada Fique em Casa.

Diferentemente da rua, que está em eterna transformação, a casa é um cenário estático. Por isso, Douek decidiu propor, a cada mês, um tema diferente. O primeiro deles, em abril do ano passado, foi “Na minha janela”. Inspirado pelo lendário fotógrafo francês Henri Cartier-Bresson (1908 - 2004), conhecido por explorar a geometria em suas imagens, Douek começou a registrar as paisagens que avistava das janelas do apartamento onde vive desde 1971. Seja no desenho formado pelas nuvens ou no deslocamento das sombras pelo mar de prédios que invadiu a paisagem, a geometria está muito presente nessa série de imagens. 

O fotojornalista também explorou esse aspecto nas edições seguintes do projeto. No tema “Texturas”, realizado em outubro do ano passado, Douek também flertou com a alimentação. Em sequência de imagens, que fazem parte de nossa mostra virtual, ele registrou fatias de um prosaico pão de forma. “Em um primeiro momento, o pão me chamou atenção pelo seu formato quadrado. Ao aproximar a lente, eu me deparei com formas orgânicas muito interessantes, que não podem ser reproduzidas com instrumentos como régua e compasso, por exemplo, e vem da natureza”, conta Douek.

Para a curadora do projeto Com os Olhos no Céu da Boca, Sheila Oliveira, “ao observar com mais cuidado essa sequência de imagens, é possível notar que André Douek divide a fotografia feito pão. A partir de seu olhar despretensioso, simples e apaixonado, nos fala sobre simplicidade em estado bruto. Douek nos faz rever o pão, muitas vezes tão presente em nosso dia a dia”. 

As imagens podem ser vistas em nosso perfil do Instagram e pelo site  http://www.fotojornada.com.br/, onde é possível encontrar imagens de todos os participantes da FotoJornada, além de informações sobre os próximos eventos. 


por Cintia Oliveira



Estefania Gavina nos leva a refletir sobre a pandemia a partir do ciclo do alimento

por Cintia Oliveira 


Logo que começou a pandemia, em março do ano passado, a artista Estefania Gavina começou a construir uma espécie de diário visual. Utilizando a mão esquerda e a câmera do celular, a artista começou a fazer uma série de registros, com o objetivo de retratar o ciclo que envolve o que cozinhamos, o que nos alimenta e o que disso tudo retorna para a terra. 

Com o tempo, Estefania se aprofundou no tema dos alimentos e medicinas não-convencionais, que a flora nos brinda. “As perguntas sem resposta em um mundo suspenso, levou meu olhar para o tempo de vida da natureza. Imaginando gestos, barreira para voltar a simplicidade, e a essência do ser, ou das coisas”, explica Estefania Gavina. 

A partir da poética de Estefania, que reflete o tempo todo sobre a quarentena imposta pela covid-19, é possível traçar a cadeia produtiva do alimento. Tudo começa pelas minúsculas  sementes de maçã e as de abóbora cabotiá, que ainda carregam vestígios do legume. Depois segue para as mudas de onde - um dia - poderá brotar o maracujá, por exemplo. Os registros de Estefania também passam pela jaca, fruto capaz de alimentar uma família inteira e, por fim (ou seria o recomeço?), pelas laranjas das quais sobraram apenas as cascas. Outra imagem marcante são as mãos no entorno da mão esquerda de Estefania, que evocam os signos de ligação - tão em falta ultimamente. 

Acesse AQUI o nosso perfil do Instagram para ver uma parte da série Gestos Barreira (2020), mas para vê-la completa basta acessar AQUI o perfil de Estefania no Instagram.


por Cintia Oliveira





O que é o LAB Fotossensível

Desde 2018, experimento diversas atividades no desejo de integrar minhas duas paixões: arte e alimentação.


O “LAB Fotossensível”, foi  idealizado para ser um laboratório de arte e é apoiado pela “Empório Fotográfico” meu estúdio especializado em fotografia de alimentos.

Tem como objetivo fomentar o mercado de alimentos orgânicos e a consciência alimentar e de consumo através da produção de imagens, movimentos artísticos e educativos.


Em 2019 inaugurei um movimento artístico com a exposição coletiva “Com os olhos no céu da boca”.

Convidei 12 artistas visuais , tensionando a produção de cada um desses artistas em direção aos mais diversos temas da alimentação: consciência, hábitos culturais, consumo entre outros. A mostra aconteceu no Centro Cultural dos Correios e contou com mais de 30 obras expostas além de diversas atividades educativas oferecidas gratuitamente ao grande público, realizadas por nós artistas e importantes colaboradores. 

A partir de 2020 as exposições passaram a ser digitais e acontecem no perfil do Instagram. Acompanhe: @comosolhosnoceudaboca.


O “LAB Fotossensível” oferece aulas de fotografia de alimentos, consultoria e mentoria para pequenos empreendedores do ramo assim como aulas e encontros de arte sobre o tema. 


Através do “LAB Fotossensível” a “Empório Fotográfico” fortalece a “Organis” oferecendo seu banco de imagens especializado em alimentos para uso de divulgação do movimento. A Organis é uma organização de apoio ao setor econômico de produção orgânica, sustentável e de responsabilidade social.


por Sheila Oliveira 




Olhar de gigante em #acomidacomoelae

Como seria a visão de um gigante nos observando de cima, como formigas nos alimentando nas mais diversas situações e lugares? A partir dessa ideia Juliana Grazini, nesta primeira edição do LAB Fotossensível, nos abriu a possibilidade de pensarmos sobre os alimentos, nutrição, saúde, costumes e crenças alimentares. Foi uma conversa rica, acompanhada pelas belas imagens produzidas por Juliana. 

por Sheila Oliveira


Juliana Grazini no LAB Fotossensível

Este é o primeiro encontro do Projeto Fotossensível que acontecerá na Empório Fotográfico no dia 9 de novembro.

Meu desejo é oferecer um espaço acolhedor e inspirador culminando em encontros para a produção, reflexão e compartilhamento de experiências, nos mais variados sentidos,  sobre o universo do alimento e da alimentação tendo como ponto de partida as expressões artísticas. Estou super feliz por abrir nossa casa para receber os queridos que desejam compartilhar suas experiências e saberes.

Quem abre essa primeira edição é Juliana Grazini, parceira da Empório Fotográfico, meu estúdio especializado em gastronomia, e local onde acontece o curso “Acomidapontocom” um dos produtos oferecidos pela  Verakis, uma Fundação Francesa que trabalha com desenvolvimento profissional e promove a divulgação e o debate de informações nas áreas de alimentos, alimentação e nutrição, coordenado por Juliana.


O novo projeto que Juliana apresentará para nós nesta oportunidade foi intitulado “A comida como ela é”, fortalecido nas redes sociais pela hashtag #acomidacomoelae e em francês #lanourriturecomoelae, já que Juliana, atualmente, vive na França.

“O projeto “A comida como ela é” tem como ambição reaproximar os seres humanos do comer e da comida como ela é no cotidiano, na nossa mesa, com amigos, sem julgamentos de valor, sem tabelas nutricionais, sem esnobismo e críticas. É também um manifesto pelo comer e pela comida, pois a rigidez alimentar e a forma que consumimos tem atrapalhado nossa relação com o comer.

Nenhum alimento faz bem ou mal, todo e qualquer tipo de alimento deve fazer parte de um equilíbrio diário, mensal ou de uma vida, e todo equilíbrio é feito de desequilíbrios, de excessos e de escassez. Podemos sempre nos extasiar frente a comida; tentar sempre ver a beleza e a poesia à mesa ou em qualquer outro lugar que se coma.

“A comida como ela é” é também um projeto de mediação e popularização técnico científica da Verakis, por meio da fotografia, que tem como objetivo abordar e evidenciar o lado  espontâneo, real, cotidiano, belo e poético da alimentação por meio da disseminação da hashtag #acomidacomoelae e #lanourriturecomoelae pelas redes sociais e “desafios” lançados ao grande público.” descreve Juliana Grazini.

As imagens deliciosamente poéticas apresentadas no evento foram produzidas com celular pela Dra. Juliana Grazini, Nutricionista, Mestre em ciências aplicadas em pediatria e Doutora em informação e comunicação/jornalismo.  Juliana há 20 anos vive na França, onde desenvolve e coordena projetos de prevenção e saúde e popularização das ciências dos alimentos, alimentação e nutrição. Idealizou, criou, dirige e coordena 7 cursos de pós graduação e especialização em parceria com universidades europeias; é membro do Grupo de Estudos e Ações de Informação e Educação do Consumidor da FFAS (Fundo Francês para Alimentação e Saúde).

Todos convidados!


FICHACNICA:

ONDE

Empório Fotográfico

Rua Gaspar Fernandes, 537

Vila Monumento

QUANDO

09 / 11 / 2018

PROGRAMAÇÃO

19:00 hs  abertura

20:00 hs projeção de imagens projeto #acomidacomoelae

20:30 hs bate papo com Dra. Juliana Grazini sobre projeto

21:45 hs encerramento

PARA PARTICIPAR

1 kg de alimento não perecível, não obrigatório

inscreva-se aqui: verakisbr@verakis.com


por Sheila Oliveira

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